Retornou ao mesmo banco onde um dia se sentara
No mesmo local, onde seus trejeitos imaginara
Com o mesmo ambiente, onde seu pensamento divagava
Com a diferença que dessa vez, sozinho, já não mais estava.

A conversa era empolgante
A cada frase, uma descoberta
Seu sorriso fascinante
Sua liberdade, muito bela.

Sua pela branca e macia
Exalava um perfume estonteante
Seus lábios de rainha
Seus beijos apaziguantes.

Uma seriedade com doçura
de opiniões sem frescura
Rindo sobre a vida
em uma noite com ternura.

Mutuamente, sentindo a respiração
Caminhando lado a lado
Dando-se as mãos
Podia-se sentir o coração.

Eles pulsavam descompassados
Em uma taquicardia inexplicável
Transportando em cada célula
Um sentimento agradável.

Ele tinha muitos sentidos
e sinônimos
Muitas emoções bonitas
sem espaço para antônimos.

Era companhia, vivacidade
Inspiração
Com doses de alegria
Afetividade e manifestação.

Não sabiam onde tudo aquilo ia chegar
Na verdade, não queriam se preocupar
Queriam o sentimento celebrar
De felicidade se embriagar.

...

E desse sonho,
jamais acordar!